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Alejandro. Por Lady Gaga & Steven Klein

Finalmente saiu! OMLG!

Bárbara, um espresso, e as últimas do vaticano.


Abração para a Bárbara. Adorei.

Marina Silva e a Cláusula de Consciência

   O contraste entre as crenças de Marina Silva e as bandeiras libertárias que inspiraram a criação do PV  (Partido Verde) provocou uma primeira dissidência no partido. Com palavras de ordem contra a pré-candidata ao Planalto, um grupo de militantes rasgou suas carteirinhas de filiação e articula o lançamento do Partido Livre, dedicado à defesa das minorias e de direitos individuais.

   Eles afirmam que a entrada da senadora, evangélica, fez o PV abandonar causas históricas como a legalização do aborto e a união civil de homossexuais. “Sofremos um estupro ideológico”, queixa-se a presidente do futuro partido, Rose Losacco. “Ajudei a fundar o PV e não posso admitir que joguem seu programa no lixo por causa das crenças de uma pessoa”, diz.
 
   Para receber Marina, os verdes criaram uma cláusula de consciência que permite a filiados se opor a itens do estatuto do partido por convicções religiosas. Avalista da ideia, o presidente do partido, José Luiz Penna, é o principal alvo dos rebeldes. “Ele parece o Fidel Castro, não sai nunca do poder. Está usando até aquele bonezinho verde”, ataca Rose. “Hoje o PV apoia todos os governos. Virou um partido de aluguel”. No cargo desde 1999, Penna não quis comentar as críticas e a criação da nova legenda.


   A dissidência promove hoje seu primeiro encontro nacional, em Belo Horizonte. Vai anunciar apoio a Dilma Rousseff, do PT. A justificativa é que ela apoiaria as causas renegadas por Marina. Os dissidentes dizem ter “quase 100 mil” assinaturas, bem menos que as 468 mil exigidas para fundar um partido. Apesar disso, fazem planos ambiciosos. “Vamos mostrar que o Livre veio para mudar a história do Brasil”, promete o vice-presidente Carlos Taborda”.

   O grupo ainda não atraiu políticos com mandato, mas sonha com o ministro Juca Ferreira (Cultura), que se licenciou do PV para apoiar Dilma. Ele já recusou o convite. Por enquanto, o maior desafio é escapar da sigla PL, usada pelo antigo Partido Liberal (atual PR). “Queremos cair fora dessa coisa de rótulos. A gente se considera livre”, diz Rose.


   Esta semana, o PV sofreu outra baixa em protesto contra Marina. O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, decidiu trocar o partido pelo PT. Em abril, um vereador verde de Alfenas (MG) acusou a senadora de se recusar a receber uma bandeira arco-íris.
 Fonte: Folha-SP
   Essa eleição promete!

Enquanto isso a Dilma tenta alavancar sua carreira como humorista:


Música tem orientação sexual?


Sim, já havia me feito essa pergunta antes, afinal de contas sou fã da Madonna, e qual fã da Madonna já não se pegou pensando se existe algum hétero entre nós? Pois bem, mas um ocorrido semana passada me fez refletir mais sobre isso.
Há um tempo atrás eu havia preenchido aquelas lacunas do orkut que ninguém mais lembra, de preferencias pessoais, cinema, música... nem lembrava mais que tinha escrito isso, mas uma pessoa aí qualquer percebeu esse detalhe ao achar meu orkut sabe-se-lá-de-onde e resolveu "criticar" meu gosto musical.
O motivo? O indivíduo era um punk de 5ª e ficou revoltado ao ver o The Clash no meio da minha lista musical. Tudo pelo fato da lista incluir Roxette, Madonna, A-ha, Lady GaGa, Britney Spears e Beyoncé, o que pra um punk é música de gay. E ele ainda fez uma piada ao meu respeito, dizendo: "Já viu a capa da veja essa semana? É a tua cara!" (referindo-se a esta capa).
The Clash se tornou uma das minhas bandas favoritas desde que eu conheci o trabalho deles, em meados de 2006. Claro que nunca gostei de nada parecido, mas o jeito escrachado dos vocalistas Joe Strummer e Mick Jones somado ao talento de fazer aquela mistureba de rock sujo com reggae me chamou atenção e estranhamente me agradava muito aos ouvidos. Depois disso conheci e passei a gostar de muitas outras coisas punk, como Sex Pistols e Nina Hagen. Mas e então, qual o problema de eu ouvir punk sendo eu fã de Roxette, Madonna e Lady Gaga também? Música agora tem orientação sexual? Acho que os artistas fazem música pra o público em geral, e não pra uma classe só. Claro que cada artista/banda tem sua cadeia de fãs, mas não necessariamente só eles podem curtir suas músicas. É um extremo absurdo, algumas pessoas querem mesmo continuar velhas. Depois a velha é a Madonna. Ok.
Cortei o papo dizendo pro cara que o Joe Strummer (líder do Clash) não chiaria se eu ouvisse suas músicas e tivesse a capa da veja com a "minha cara". O cara nem respondeu, talvez por ter percebido a babaquice que falou ou talvez por achar exatamente o contrário e não querer discutir. Não sei se o Joe chiaria, acho que não, mas se fosse o caso não importa mais. Ele já morreu mesmo...

Elton John, Lady Gaga & Sting. No Evento Rain Forest.

Suicídio X Homossexualidade

Suicídio é a maior causa de morte entre homossexuais.
Você ainda acha que suas palavras não machucam?
Ensine respeito.


A trilha sonora é Roads, de Portishead.

Amiga Dalilla me indicou o vídeo, via Orkut.

Andy Warhol: Biografia e cinema.


Andrew Warhola (1928 - 1987), mais conhecido como Andy Warhol, nasceu em 06 de agosto de 1928 em Forest City, Pennsylvania, EUA., uma pequena cidade a nordeste de Scranton. Seu pai, Ondrej, veio do Império Áustro-Húngaro (atual Eslováquia) em 1912. Durante sua adolescência, Andy sofreu vários colapsos nervosos. Após superar isso, formou-se em Schenley High School, em Pittsburgh, em 1945, e se inscreveu no Carnegie Institute of Technology (agora Carnegie-Mellon University), graduando-se em 1949. Durante a faculdade, ele conheceu Philip Pearlstein, um colega. Após a formatura, Andy Warhol (tendo abandonado a letra 'a' de seu sobrenome) se mudou para New York, onde dividia um apartamento com Pearlstein em St. Mark's Place. Foi em Nova York que ele conheceu Tina Fredericks, editora de arte da Glamour Magazine. Warhol começou a fazer desenhos para a Glamour, seu trabalho começou a fazer sucesso e a logo passou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.

Durante a década de 1950, ele se mudou para um apartamento na East 75th Street. Sua mãe foi morar com ele, e Fritizie Miller tornou-se seu agente. Em 1952, sua primeira exposição individual foi realizada, na Hugo Gallery, em Nova York, com desenhos para ilustrar histórias de Truman Capote. Começou a ilustrar livros, inicialmente com o Livro da Etiqueta, completo, de Amy Vanderbilt. Por volta de 1953-1955, ele trabalhou para um grupo de teatro no Lower East Side, e grupos de desenho. Foi nessa época que ele tingiu o cabelo de prata. uma marca. Warhol publicou vários livros, incluindo o Twenty Five Cats Named Sam and One Blue Pussy (Vinte e Cinco Gatos Chamados Sam e Uma Vagina Azul, traduzido).

Os anos 1960 marcam uma guinada na sua carreira de artista plástico e passa a se utilizar dos motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a pop art com a reprodução mecânica e seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos serialmente com variações de cores.


Além das serigrafias Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.  Em 1968, Valerie Solanis, fundadora e única membro da SCUM (Society for Cutting Up Men - Sociedade para castrar homens) invade o estúdio de Warhol e o fere com um tiro, mas o ataque não é fatal e Warhol se recupera, depois de se submeter a uma cirurgia que durou cinco horas. Este fato é tema do filme I shot Andy Warhol (Eu atirei em Andy Warhol), dirigido por Mary Harron, em 1996.

Do meio da década de 1960 e mais adiante, a partir da década de 1970, Warhol radicaliza a idéia de artista multimídia em seu tempo e passa a militar em outras áreas que incluem a música e o cinema, filmando, inicialmente, em 16 mm e depois em Super 8 mm. Seus filmes undergrounds são hoje clássicos do gênero e, entre eles, se destacam Chelsea Girls, Empire e Blow Job (1964). São filmes conceituais, onde "nada acontece", como uma câmera parada filmando um corpo humano ou um edifício a partir de uma janela e chegam a atingir diversas horas de duração. Também fez experiências retratando pessoas célebres no formato Polaroid.

Na música, através do grupo de rock underground Velvet Underground, já nos anos 1970, participou de performances e ajudou a agitar e difundir a cena do glitter rock originária de Londres. Dessa mesma vertente também participam, tanto em Londres, como em Nova York, David Bowie (fase Ziggy Stardust), Lou Reed , Iggy Pop, T. Rex, Kiss, New York Dolls (no Brasil, Secos e Molhados), em que elementos de androginia e ambigüidade sexual são ressaltados através do uso de cílios postiços, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas e paetês, e enfatizam a decadência de padrões arraigados de comportamento.

Em 1982 aproxima-se da tv a cabo e cria Andy Warhol's TV e Andy Warhol's Fifteen Minutes para MTV, em 1986. Data dessa época a sua intensa colaboração e amizade com Jean-Michel Basquiat, jovem e promissor artista que ele promoveu e ajudou a se firmar no universo das artes plásticas novaiorquinas, tanto quanto outros, como Francesco Clemente e Keith Haring. Seus últimos trabalhos datam de 1986 com a série de pinturas intitulada The Last Supper, baseados em Da Vinci e um revival do grande tema da pop art intitulado Ads que remetem aos trabalhos iniciais baseados nos apelos da publicidade e do consumo e nos objetos do cotidiano.

Em janeiro de 1987, não se sentia bem e internou-se no New York Hospital para exames e teve que submeter a uma cirurgia de vesícula, considerada rotineira. Durante o pós-operatório teve uma arritmia cardíaca e faleceu aos 59 anos de idade. Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia. (AAR). É dele a famosa e profética frase, hoje amplamente divulgada:
"In the future everyone will be famous for fifteen minutes".
(No futuro qualquer um será famoso por quinze minutos).

Filmes:

Andy Warhol's Blowjob (Boquete. 1963)
Durante 26 minutos, a câmera paralisada de Warhol foca o rosto de um rapaz  (DeVeren Bookwalter) que está, supostamente, recebendo (de Willard Mass) sexo oral. Os filmes de Andy Warhol (aqueles que de fato fez com as próprias mãos, não os que apenas ajudou a fazer com dinheiro e nome) são legendários: ultrapassam o mundo da arte em que foram originados. "Legendários" é o adjetivo mais apropriado para esses filmes. Para dar um exemplo, outro filme, entre os que sabem que "Empire" dura cerca de oito horas, pouquíssimos de fato viram o filme por inteiro (ou mesmo parte dele). Entre os que sacam das mangas o "Chelsea Girls" com um ar de familiaridade, poucos poderiam identificar qualquer das atrizes que estão no filme.
"Blowjob" é um dos trabalhos de Warhol mais famosos. Talvez mesmo por conta do título tão... chamativo. Entretanto, "Blowjob" não é mais nem menos sensacional que outros filmes do mesmo período; todos exibindo exatamente aquilo que o título promete.

Download do filme: AQUI. [Megaupload. 399MB. AVI]


Sleep (Sono. 1963)
 O filme foi filmado no fim de semana do Memorial Day em 1963, no apartamento do poeta John Giorno, que na época era amante de Andy Warhol. Giorno acordou e se deparou com Warhol observando-o dormir, sem entender muito bem o que estava acontecendo, de repente Warhol pergunta se ele gostaria de ser uma estrela de cinema. O filme é exatamente o que o título indica.

Download do filme: AQUI. [Megaupload. 139MB. AVI]


Eat (Comer. 1963)
Andy Warhol representou a tensão ambígua entre um sistema de mitologia underground e os pressupostos do “filme estrutural”. Sua arte foi confundir estatutos pop e conceituais (“mainstream” e “avant-garde”) na sociedade (em escala) industrial. Esse filme mostra o artista plástico Robert Indiana, comendo lentamente um só cogumelo.

Download do filme: Parte1 e Parte2. [Rapidshare. 255MB. AVI]


Kiss (Beijo. 1963)
Vários casais são filmados se beijando, às vezes com a câmera mais próxima, às vezes mais afastada. Entre outros, estão Naomi Levine, Gerard Malanga, Jane Holzer e John Palmer.


Download do filme: AQUI. [Megaupload. 352MB. AVI]


Mario Banana I & II (1964)
Mario Banana, mostra Mario Montez, um conhecido performer da cena alternativa de Nova York, usando peruca enquanto come uma banana de modo bem sugestivo. Andy Warhol, conhecido também pelo homoerotismo em seus filmes, filmografou uma continuação, o Mario Banana II (que está nesse mesmo vídeo). Mario Montez ainda participaria de outros filmes de Warhol. Apesar de ter bastante a ver com o trabalho de Warhol, Montez não receberia as pérolas que um filme desse diretor poderia trazer.

Download do filme: AQUI. [Megaupload. 100MB. AVI]

Couch (Divã. 1964)
O divã da fábrica de Andy Warhol ficou famoso por si só, e por causa de seus superstars. Em "Couch", os visitantes são convidados, por Warhol, a fazer uma "performace" em frente a câmera, em um velho divã.  Os muitos atos - tanto lascívios quanto mundanos - são documentados em um filme que veio a ser considerado um dos trabalhos mais notáveis de Warhol.

Download do filme: Parte1, Parte2, Parte3 e Parte4 [Rapidshare. 310MB. AVI]


Essa postagem terá continuação...

Pussy Power

High's Cu Musical - O Poder Da Periquita.
Sinta-o:

Sinta-se constrangido

A confissão de Rose: Grelo.

Com vocês, Rose:

fighting, fucking, crying, drinking


(esse é o - único - poster que não fica colado na parede do meu quarto, não obstante é o mais lindo)

Freddie Mercury na barbearia: corta na frente, pica atras


quem discorda?

Nunca tenha medo de se expressar...


...mesmo nos dando mal, a gente se acostuma, Taylor.

Deputado quer proibir adoção por homoafetivos

O deputado (e evangélico) Zequinha Marinho, do PSC-PA, colocou em tramitação um projeto de lei que, se aprovado, modificará o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) de modo a proibir que homossexuais adotem crianças. “Como uma criança adotada se sentirá na escola, na rua, na sociedade, tendo o pai igual a mãe ou a mãe igual ao pai?”, indaga.

O deputado argumenta que quer evitar que ocorra no Brasil o “retrocesso” que se verifica na Holanda, onde é comum a adoção de crianças por gays e lésbicas.“Países desenvolvidos como a Holanda estão hoje perdidos sem saber para aonde vão.”

O juiz Paulo César Gentile, de Ribeiro Preto (SP), que em 2007 autorizou um casal de gays a adotar quatro irmãos de 4 a 10 anos, afirma que Marinho está equivocado. Ele diz que a tal proibição significaria o mesmo que impedir uma pessoa de se tornar mãe ou pai por adoção porque é fumante.
“É óbvio que nenhum juiz admitirá que uma pessoa de má conduta moral e social adote uma criança, mas isso independe da opção sexual.”
Além disso, afirma o juiz, a Constituição estabelece que todos são iguais. Gentile, que acompanha os irmãos adotados pelo casal de gays, diz que os jovens são felizes, inclusive porque não foram separados pela adoção por diferentes casais. O polêmico projeto de lei de Marinho tem ainda uma longa tramitação pela frente.

E como vai o plano de Deus para o Vaticano?

 I
Angelo Balducci, assistente de elite do papa Bento XVI, foi flagrado em gravações feitas pela polícia italiana dando instruções a Thomas Ehiem, um integrante do coral do Vaticano, sobre detalhes físicos de homens que ele gostaria de se encontrar. Ainda, o telefone havia sido grampeado durante uma investigação de corrupção separada. Durante uma das conversas, Thomas descreve um garoto de programa como tendo dois metros, noventa e sete quilos, trinta e três anos e “completamente ativo”. Em outra, Angelo pergunta ao Thomas se ele “já falou com o seminarista”, ao que responde “ele está na missa, ou algo assim”. As transcrições das gravações indicam que Angelo Balducci procurou 10 homens através de Thomas Ehiem, entre modelos e jogadores de rúgbi.

 II
A Igreja Católica da Alemanha revelou acusações de pedofilia cometida contra crianças de pelo menos três escolas mantidas por ela em Baviera, cidade natal do papa Bento XVI. Os casos vieram à tona depois de outros casos similares ocorridos em escolas jesuítas que chocaram os alemães há pouco tempo. O reverendo Georg Ratzinger, irmão do papa e que liderou o coral de Regensburg entre 1964 e 1994, alega não ter conhecimento dos casos de abusos cometidos no coral, que regularmente se apresenta em turnês internacionais. A diocese alega desconhecer quaisquer casos de abusos e que investigaria todas as acusações do passado, como a igreja sempre faz.

 III
Políticos e grupos representantes de gays condenaram o número dois do Vaticano nesta quarta-feira por dizer que a homossexualidade é uma "patologia" e vinculá-la diretamente ao abuso sexual de crianças. As declarações feitas pelo cardeal Tarcisio Bertone durante visita ao Chile, e a controvérsia que desencadearam, fizeram manchetes nos grandes jornais italianos. O Ministério do Exterior francês e alguns blogs católicos que apoiam o papa também condenaram as declarações do cardeal.
À medida que o escândalo em torno do abuso sexual de crianças por parte de padres vem se alastrando, alguns setores da Igreja Católica começaram a pedir uma revisão da norma da Igreja que proíbe os padres de se casarem, dizendo que o casamento lhes permitiria desfrutar de uma vida sexual saudável.
Bertone, o secretário de Estado do Vaticano e que às vezes é chamado de "vice-papa", disse em coletiva de imprensa concedida em Santiago na segunda-feira:

"Muitos psicólogos e psiquiatras já mostraram que não existe vínculo entre o celibato e a pedofilia, mas, me foi dito recentemente, muitos outros já demonstraram que existe uma relação entre homossexualidade e pedofilia", "Esta (a homossexualidade) é uma patologia que atinge pessoas de todas as categorias, e sacerdotes em grau menor, em termos percentuais", disse ele. "O comportamento dos padres neste caso, o comportamento negativo, é muito sério, é escandaloso."

Ativistas de defesa dos direitos dos gays reagiram com escárnio e ultraje. "É um absurdo científico. A Organização Mundial da Saúde descreve a homossexualidade como uma variante do comportamento humano. É a pedofilia que é uma patologia, um crime, e não a homossexualidade", disse Franco Grillini, ex-parlamentar que esteve na vanguarda do movimento italiano de defesa dos direitos dos gays.
"Pelo fato de terem seus próprios problemas com a crise dos abusos e de não saberem como lidar com isso, estão tentando transferir sua 'cruz' dos ombros deles para os nossos", disse Grillini à Reuters.

 Conclusão:

Está tudo na santa paz, isso faz parte do plano de Deus.

Considerações sobre famílias homoafetivas

"Culturalmente estamos acostumados com o regime do patriarcado, com construções sistêmicas perfeitas." Levando em consideração que o desenvolvimento da tecnologia e da medicina tenha andado a saltos de cangurus fugindo de predadores, a tendência de uma sociedade melhor infomada é buscar dentre essas brechas uma forma de burlar/vencer as normas/leis/tradições atrasadas de uma época onde a ciência era violênta e baseadas em qualquer coisa...

Milhares de homossexuais na Alemanha foram sentenciados a penas de mais de cinco anos de cárcere pelo parágrafo 175 do Código Penal. Promulgada em 1871, com a criação da moderna nação alemã; esta lei contra "um vício antinatural entre homens" endureceu-se na era nazista e depois se liberalizou nas duas Alemanhas, mas não foi totalmente derrogada até 1994. A lei foi desafiada em 1897 pelo movimento alemão de emancipação homossexual, o primeiro deste tipo em todo mundo. Seu líder, o dr. Magnus Hirschfeld (1868-1935), mantinha que os homossexuais constituíam um biológico "terceiro sexo", uma minoria social sujeita injustamente a discriminação. Hirschfeld argumentava que o parágrafo 175 não ajudava, mas sim fomentava a extorsão. Por cada homossexual açoitado pela lei, outros cem eram vítimas de chantagistas.

O 'preconceito' é uma violência que anda junto a generalização, coisa que todos temos dificuldade em não cultivar. Sem querer adentrar no assunto, mas sem poder fugir... o cristianismo está longe de ser flexível e perto dele o espaço para o homossexual continuará sendo o papel engraçado do elenco engraçado de qualquer novela engraçada ou o quadro repetitivo e engraçadamente preconceituoso em um programa de humor feito para pessoas que gostam de ver entretenimento barato.

Outro dia vendo um fórum que discutia se as propagandas de TV onde mostravam pessoas do mesmo sexo trocando afeto deveriam ou não serem exibidas, havia inúmeros comentários como este:

"SE VOCÊ QUER BEIJAR ALGUÉM DO MESMO SEXO, BEIJE NA SUA CASA OU DENTRO DE UM QUARTO, MAS NÃO EM QQ LUGAR, OU NAS IGREJAS, ONDE CHOCAM QQ UM, AS FAMÍLIAS, AS PESSOAS DE IDADE, AS CRIANÇAS. Onde esta seus valores, respeito e moralidade????? GUarde o que não é normal para si, e nos deixe viver como pessoas normais com nossa, casa, família e filhos podendo assisti um programa de televisão sem restriçoes e vergonhas."

Após ser provado que a homossexualidade não é um disturbio/doença/escambau, a sociedade teve que aceitar o "terceiro sexo" (não mais o de Hirschfeld) em seu meio, mas é claro, privaremos-nos de tudo quanto for possível, tanto que uma lei de tamanha injustiça durou quase um século para morrer e como todos sabemos, existem leis bem piores que o parágrafo 175 da Alemanha e que ainda duram até hoje. Apesar das privações, o tempo foi passando e as coisas começaram a ficar um pouco (mais um pouco) mais acessíveis, tanto que casais (em alguns estados de alguns países - não é o caso do Brasil agora - podem se casar, mas com alguns parágrafos ainda existentes) homossexuais podem adotar uma criança, isso se tornou uma realidade no nosso país depois que a Constituição de Federal de 1988 adotou no seu art. 1º, como fundamentos, a cidadania e a dignidade da pessoa humana, e no art. 3º, como objetivos fundamentais do Estado, a construção de uma sociedade justa e solidária; a erradicação da pobreza e da marginalização, a redução das desigualdades sociais e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; no artigo 5º, a Constituição Federal garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza e têm direito à igualdade...

 Como funciona a adoção no Brasil: quando se trata da adoção por casais homoafetivos, visto que este tipo de união ainda não é regulada pela legislação brasileira, acontece como explica a Revista Crescer: No Brasil, quando um casal homossexual decide adotar uma criança, o pedido da adoção sai no nome de um dos pais, com a condição sexual e de casal no laudo enviado ao promotor e ao juiz. Essa situação é no mínimo estranha. Aos olhos da Justiça, o casal não existe, apesar de existir. "Acho uma hipocrisia não poder entrar com pedido em nome dos dois. É a Justiça não enxergar a realidade", condena a desembargadora Maria Berenice Dias. Situações como essa, diz a magistrada, geram uma série de limitações para a vida do casal e da criança. O laudo das psicólogas pode atestar a união, porém apenas um terá a guarda. No caso de separação, a criança fica com o adotante. O outro não tem direito à visitação nem obrigação de pagar pensão alimentícia.

Isso também só é possível porque o Estatuto da Criança e do Adolescente não faz restrição à possibilidade de adoção por homossexuais. Essa foi a forma mais utilizada para casais homossexuais masculinos conseguirem adotar uma criança legalmente (apesar de muita pressão dos Assistentes Sociais, algo necessário), para casais lésbicos vale o mesmo procedimento, porém pode haver filhos biológicos através de métodos de inseminação (ou da forma tradicional), nesse caso a lei não se obriga a acompanhar a família, ao menos que seja necessário.

 

Meio que historicamente falando, o 'Homem' (membro mor dotado da razão e do poder absoluto de instituição famíliar) veio perdendo sua importância, pelos métodos educacionais que começaram a ser passados aos filhos, a evolução feminista e outros fatores; a adoção já é um grande fato que exprime que a Família não se trata específicamente de laços sangüineos, a homoparentalidade, de forma similar, surge como um instituinte de um novo arranjo familiar pós-moderno e não é difícil explicar o porque da adoção, "Um filho une ainda mais o elo afetivo do casal e traz mais vida para o casamento, além de promover maior e melhor interação com os vizinhos e familiares. Um casal que adota crianças é tido como “benevolente” e de “boa índole” ou ainda como cidadãos com plena consciência cívica, que compreendem a grave situação econômica de nosso país. Este prestígio e aceitação por parte de seus pares contribuem para o desejo de adoção" (Dr. Alberto Carneiro).

A (in)capacidade de serem bons pais não está associada a opção sexual. A dificuldade de inserção social e a questão de ter que lidar com "piadinhas de mau gosto" também tem que ser enfrentada por famílias com pessoas afrodescendentes, gordas, pobres, de determinadas religiões, o que demonstra que é o preconceito social que deve ser superado. Outra sistemática que precisa ser vencida, antes de quase mais nada, é aquilo que "é" o masculino e o feminino, isso não tem de estar só no pai e na mãe, respectivamente.


"Quando associamos o masculino ao pai e o feminino à mãe estamos à partida a definir os papéis de um e de outro e a limitar o que são os comportamentos deles perante os filhos. O pai pode dizer que não é capaz de tomar conta da criança sozinho e que a vai deixar por umas horas com os avós, mas a mãe, se fizer isso, incorre num julgamento negativo sobre a sua competência enquanto mãe. Podemos associar à mãe a um papel carinhoso e ao pai a um papel autoritário, mas pergunto: em quantas famílias é que isso realmente acontece? O afeto e a autoridade podem conviver na mesma pessoa, independentemente do sexo", comenta a Mestre Antropóloga Margarida Moz. A personalidade é formada por diversos fatores, e elas nunca serão taxadas como femininas ou masculinas.

O fato da sociedade "aparentar" estar mais aberta a comunidade GLBT é mais uma tolerância do que uma aceitação. Mas ao menos já é algo, as famílias homoparentais podem ser invisíveis, mas acredito que elas são 'felizes', mesmo com todos os problemas e malefeitos que esse tipo de união pode causar (principalmente na escola) a uma criança numa sociedade preconceituosa, se os pais homossexuais conseguem provar por "a+b" que são capazes, tenho plena certeza que é uma conclusão verdadeira.

O filme Homem A Sério (Echte Kerle. Rolf Silber, 1996), bem que poderia se chamar "como deixar de ser homofóbico em pequenos passos", para se livrar desse preconceito a pessoa teria de se colocar no lugar, procurar entender e tentar botar na cabeça o mais simples: ninguém precisa ser igual, e nunca será.


P.S: Não que eu esteja fazendo propraganda da Sadia...
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