Para resolver o impasse do urânio iraniano, o Brasil adiantou-se às “instâncias multilaterais” e saiu “em dedo em riste” na busca de um acordo que evitasse uma nova rodada de sanções contra o Irã. Todavia, para a defesa dos Direitos Humanos a lógica é outra: é preciso recorrer àquelas mesmas “instâncias multilaterias” que a diplomacia brasileira fez questão de esnobar. O ministro brasileiro (veja a partir da marca de 7 minutos) afirma que “imperfeições nessa área de Direitos Humanos existem em muitos países” e que “certos países são singularizados por motivos que não têm a ver só com Direitos Humanos, tem a ver com outras preocupações”.Então, tá. Se a CIA quer derrubar Ahmadinejad, isto torna o governo de Teerã menos sangrento e as violações dos direitos humanos mais toleráveis? O inimigo do meu inimigo será sempre meu amigo? É moralmente aceitável receber a libertação de uma prisioneira política como ”presente” de um tirano? O compromisso com os direitos humanos é um fim em si mesmo ou apenas uma moeda de troca?
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Clotilde Reiss é francesa e estudava na Universidade de Ispahan. Estava em prisão domiciliar em Teerã, por ter participado de manifestações proibidas pelo governo. Ela foi detida em 1º de julho, após transmitir fotos da manifestações antigovernamentais – que aconteceram na cidade, de 15 a 17 de junho de 2009 -para a embaixada francesa. Reiss voltará à França, depois que receber seu passaporte, consifcado pelo “tribunal revolucionário”.
Bule.

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